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Será que devo migrar meu software para a nuvem? Se você está com dúvidas, confira o nosso artigo e entenda as vantagens e desvantagens de tomar essa decisão!


Uma tendência que passou a tomar conta do mercado de desenvolvimento para se destacar da concorrência é a mudança no formato de sistemas. Enquanto a maioria das empresas de software já deixou o modelo tradicional para focar na modalidade web, é normal você se perguntar: afinal, devo migrar meu software para a nuvem?

A nuvem é um formato que permite realizar as atividades não mais no hardware do computador, mas via internet. Isso significa que o sistema deixa de ser um produto para se tornar um serviço, disponível remotamente.

Os produtos da Adobe, por exemplo, já foram transformados. O Photoshop e o Illustrator já podem ser acessados de forma on-line, de acordo com o pacote adquirido, bem como o pacote Office da Microsoft (Office365).

Mas a tendência vai além desse tipo de software. Empresas de ERP também passaram a disponibilizar versões digitais das plataformas, pensando na viabilidade do negócio dos clientes e nos benefícios que elas trazem.

E, embora o modelo digital realmente proporcione várias vantagens, pode igualmente desafiar o usuário com alguns problemas. Por isso, faz sentido ter a dúvida de que caminho tomar. Se eu quero migrar meu software para a nuvem, afinal, preciso entender tudo que isso vai acarretar para meu negócio e para meus clientes.

A resposta para a pergunta vai depender da análise de todo o contexto da empresa, já que nem sempre vai fazer sentido para o seu ecossistema ser adaptado para funcionar na rede externa. 

Vamos entender esse cenário juntos!

Quais são as vantagens de migrar meu software para a nuvem?

A decisão de migrar um software para a nuvem tem influência direta nos benefícios que a mudança proporciona. Desde sistemas mais rápidos de atualizar, até um novo modelo de relacionamento com os clientes, há várias razões pela qual os seus negócios devem seguir a tendência, como listado abaixo:

1- Rentabilidade crescente

Vamos ser práticos: um software ERP local tem um alto custo de aquisição e desenvolvimento. Por isso, muitas vezes os clientes relutam a obter versões atualizadas ou renovar suas cópias. O retorno financeiro para uma empresa desenvolvedora entra de uma vez, com o valor previamente estipulado.

Por outro lado, o software na nuvem é contratado no formato de serviço, com uma cobrança por mensalidade. Os preços acabam por ser mais atrativos para quem precisa utilizar o sistema, que ainda cria laços mais fortes de relacionamento com o fornecedor.

O custo, então, é pulverizado pela quantidade de meses que o serviço é utilizado. Dessa forma, com a dependência que as empresas criam de um sistema ERP, eventualmente, o valor contratado se torna mais lucrativo no longo prazo.

2- Atualização facilitada

Para atualizar um software de desktop, o cliente precisa baixar os arquivos específicos e instalá-los no computador. Além de ocupar memória no dispositivo, esse processo requer paciência e disposição para realizar todo o mecanismo de atualização.

Para o próprio desenvolvedor, esse processo é moroso, porque depende de um produto 100% testado e pronto para o uso. Já na versão em nuvem, o software pode ser aprimorado em etapas, a partir de deploys que inserem novas funcionalidades e melhorias diariamente na plataforma.

Para o cliente, há a praticidade de estar com os sistemas sempre atualizados automaticamente. Para o fornecedor do serviço, há uma agilidade na evolução do produto, que evita diversas versões de teste.

3- Configurações universais

E por falar em versões, outra vantagem de migrar meu software para a nuvem é que eu não preciso me preocupar se as configurações da máquina do meu cliente estão adaptadas para o dashboard do meu sistema. Enquanto o sistema para desktop precisa estar preparado para atender diversas especificações e diferentes modelos, a nuvem se faz acessível para qualquer ambiente de uso.

Isso quer dizer que o sistema consegue rodar tranquilamente em qualquer máquina simplesmente pelo uso de um browser. Ou seja, a equipe de desenvolvimento não precisa se preocupar em tornar o software compatível com diferentes modelos de configurações.

4- Suporte rápido

Na nuvem, a equipe de suporte consegue ter acesso às informações necessárias com muito mais praticidade. Isso significa que o atendimento para a solução de problemas se torna mais rápido e imeadiatista.

5- Acesso universal

Se você deseja migrar seu software para a nuvem a fim de seguir uma tendência, faz total sentido. O próprio mercado caminha para que, no futuro, os dispositivos sejam adaptados para funcionar exclusivamente na nuvem.

Basta ver como um produto de desktop já abandonou CDs e até pendrives para disponibilizar o acesso via download. A tendência é cada vez menos depender de hardware e espaços físicos para acessar os sistemas, o que inclusive facilita o acesso de qualquer lugar que o usuário esteja, com mais mobilidade para o cliente.

Confira, mais um conteúdo para você decidir se deve ou não migrar o seu software para a nuvem:

E quais são as desvantagens do sistema em nuvem?

Embora as vantagens sejam muito promissoras, há momentos em que a migração não vale a pena. Isso vai depender do contexto específico da minha empresa, que precisa ter infraestrutura e equipe preparadas para manter o sistema em nuvem.

Entre as desvantagens, posso me deparar com os pontos levantados a seguir.

1- Necessidade de acesso à rede

O primeiro ponto negativo a se considerar para mudar o sistema para a nuvem é uma conexão limitada. Se o meu serviço de internet tiver velocidade baixa ou outras limitações, com certeza você  erádor de cabeça para manter o serviço funcionando normalmente.

E mesmo que não seja o caso, se preferir manter a equipe trabalhando de forma off-line, não há motivos para migrar meu software para a web.

2- Atenção no funcionamento

Outra desvantagem para o meu negócio como desenvolvedor é que preciso estar atento o tempo todo para o bom funcionamento da tecnologia. Em um sistema desktop, quem monitora o funcionamento é o próprio cliente, que tem a liberdade de realizar suas próprias configurações.

Por outro lado, na versão em nuvem, preciso que meu time de desenvolvedores esteja preparado para gerenciar o software e evitar que possa haver quedas e instabilidades, bem como potenciais gargalos na mudança das versões.

3- Possibilidade de baixo desempenho

O desempenho de um sistema em nuvem depende muito de como ele é desenvolvido. Se o meu time não estiver preparado para gerenciar a mudança de produto para serviço, pode ser indicado manter a versão desktop.

Se faltar o conhecimento necessário, o momento certo de migrar meu software para a nuvem será somente após um bom treinamento e especialização dos colaboradores. Do contrário, terei riscos altos de prejudicar a experiência dos meus clientes.

4- Indisponibilidade de sistema

Nesse mesmo contexto, a disponibilidade do sistema na web pode ser afetada com maior frequência do que um software de desktop. A queda do sistema é um problema comum nas empresas, mas uma equipe sem especialização no formato para nuvem pode causar mais instabilidades do que o normal.

Migrar seu software para a nuvem é o melhor?

Neste artigo, listamos as principais vantagens e desvantagens ao migrar seu software para a nuvem. Para tomar a decisão, preciso balancear esses aspectos e entender como eles se encaixam no contexto do meu negócio.

E você, está preparado para fazer a migração? Assine a nossa Newsletter e acompanhe os nossos conteúdos para receber mais insights para a sua software house!


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