Entenda os impactos da Reforma Tributária no setor financeiro e como se preparar para as mudanças que afetarão instituições e software houses.
Para profissionais e empresas do setor financeiro, o impacto da Reforma Tributária não pode ser subestimado. A nova estrutura promete alterar profundamente a forma como os tributos são calculados e pagos, afetando diretamente bancos, cooperativas de crédito, fintechs, seguradoras e, é claro, as software houses que fornecem soluções para esse mercado.
Neste artigo, vamos explorar de forma detalhada como a Reforma Tributária e Setor Financeiro estão interligados, destacando as principais mudanças que envolvem a substituição de tributos, a criação do modelo de IVA Dual (CBS + IBS) e os desafios que surgem para a adaptação das empresas. A proposta é te ajudar a entender como as novas regras afetarão suas operações e como se preparar para essa transição.
Acompanhe até o final!
Impactos da Reforma Tributária no Setor Financeiro
As mudanças trazidas pela Reforma Tributária vão muito além de simples ajustes em alÃquotas. Para o setor financeiro, representam uma reestruturação completa do sistema tributário, afetando desde o cálculo básico de impostos até a arquitetura dos sistemas de gestão fiscal.
Substituição de tributosÂ
A transformação mais fundamental que a Reforma Tributária e Setor Financeiro trará é a substituição completa dos tributos atuais:
Impactos imediatos para o setor:
- Recalibração total da estrutura de custos e precificação.
- Revisão completa dos algoritmos de cálculo tributário nos sistemas.
- Adequação diferenciada para cada tipo de operação financeira:
- Operações de crédito.
- Serviços de pagamento.
- Corretagem de valores mobiliários.
- Produtos de seguros.
A complexidade não está apenas na mudança das alÃquotas, mas na criação de um sistema tributário completamente novo que exigirá identificação automática e aplicação precisa da tributação correta para cada operação.
Como a CBS substitui PIS e COFINS?
Com a substituição do PIS e COFINS pela nova CBS, as instituições financeiras precisarão revisar a forma como apuram e calculam seus tributos.
- Novo modelo de cálculo: A CBS será um tributo único sobre a receita bruta, substituindo o PIS/COFINS.
- Ajustes nos sistemas: Necessidade de mudanças nos sistemas fiscais das instituições financeiras.
- Base de cálculo: A CBS incide sobre a receita bruta, diferente de PIS/COFINS, que possui apuração separada.
Alteração do ISS para o IBS
Com a mudança de ISS para IBS, a tributação dos serviços financeiros passa a ser unificada e mais complexa.
- Tributação unificada: O IBS será aplicado de forma uniforme sobre bens e serviços, afetando a precificação e o cálculo tributário dos serviços financeiros.
- Mudança na alÃquota: O IBS terá alÃquotas que podem variar de acordo com cada estado, exigindo adaptação nas apurações regionais.
Adoção do IVA Dual: CBS + IBS em ação
O modelo de IVA dual representa uma revolução conceitual na tributação brasileira. Para o setor financeiro, isso significa operar com dois tributos integrados mas com caracterÃsticas distintas: a CBS de competência federal e o IBS de competência estadual e municipal.
A principal inovação está no sistema de créditos, que permitirá às instituições financeiras compensar tributos pagos na cadeia de fornecimento. Isso é particularmente relevante para software houses que desenvolvem soluções para o mercado financeiro, pois poderão aproveitar créditos de CBS e IBS pagos na aquisição de hardware, software e serviços tecnológicos utilizados no desenvolvimento de suas plataformas.
No entanto, existem limitações importantes. O aproveitamento de créditos terá regras especÃficas, e nem todos os insumos utilizados pelas instituições financeiras gerarão direito a crédito. Isso exigirá um controle rigoroso e detalhado de todas as operações de entrada, algo que os sistemas atuais não estão preparados para fazer com a precisão necessária.
As alÃquotas também representam um desafio. Embora ainda não estejam definitivamente estabelecidas, estima-se que o IVA dual possa resultar em uma carga tributária total diferente da atual, impactando diretamente a competitividade e os modelos de precificação das instituições financeiras.
Adaptação de processos e sistemas com a Reforma Tributária no Setor Financeiro
A transformação tributária exige uma revisão completa da infraestrutura tecnológica e dos processos operacionais. Software houses e instituições financeiras precisarão trabalhar em conjunto para desenvolver soluções que atendam aos novos requisitos regulatórios.
Novos requisitos para Software Houses: como adaptar ERPs e sistemas de pagamento?
As software houses que atuam no mercado financeiro enfrentam um dos maiores desafios da Reforma Tributária e Setor Financeiro. Seus ERPs, sistemas de gestão financeira e gateways de pagamento precisarão ser completamente redesenhados para atender às novas exigências tributárias.
Os sistemas precisarão ser capazes de identificar automaticamente:
- O tipo de operação financeira;
- Aplicar as regras tributárias especÃficas do IVA dual;
- Calcular e controlar os créditos disponÃveis;
- Gerar as obrigações acessórias no novo formato exigido pela Receita Federal.
Para atender a essa demanda, soluções como o PlugBank da TecnoSpeed já estão sendo atualizadas com foco na conformidade com a Reforma Tributária. Essas plataformas automatizam todo o fluxo de gestão financeira.
A integração entre diferentes sistemas também se torna crÃtica. Um banco que utiliza múltiplos softwares para diferentes operações precisará garantir que todos estejam sincronizados e aplicando as mesmas regras tributárias, evitando inconsistências que possam gerar problemas com o fisco.
Split Payment e Pix Fiscal: novas modalidades de arrecadação
Uma das inovações mais impactantes da Reforma Tributária e Setor Financeiro é a introdução do Split Payment e Pix Fiscal:
Split Payment – A revolução no processamento:
- Divisão automática do pagamento no momento da transação.
- Separação instantânea entre valor da operação e tributos devidos.
- Eliminação das guias de recolhimento tradicionais.
- Integração obrigatória com sistemas de pagamento.
Pix Fiscal – Tributos em tempo real:
- Recolhimento instantâneo através do sistema de pagamentos do BC.
- Integração direta com a Receita Federal.
- Redução significativa nos prazos de recolhimento.
- Automatização completa do processo tributário.
Reforma Tributária e Setor Financeiro: desafios operacionais para bancos, fintechs e softwares
Além das mudanças técnicas, a Reforma Tributária impõe desafios estratégicos que afetarão diretamente a competitividade e a sustentabilidade financeira das instituições. A preparação adequada será determinante para o sucesso nesse novo cenário.
Precificação e modelos de negócio
A Reforma Tributária e Setor Financeiro forçará uma revisão completa dos modelos de precificação utilizados pelas instituições financeiras. Com a mudança na base de cálculo e nas alÃquotas dos tributos, produtos e serviços que hoje são competitivos podem se tornar menos atrativos, enquanto outros podem ganhar vantagem no mercado.
Para os bancos, isso significa analisar toda a sua carteira de produtos e reajustar as taxas e tarifas considerando a nova carga tributária. Operações de crédito, cartões, seguros e investimentos podem ter seus custos alterados de forma diferenciada, exigindo uma revisão estratégica de quais produtos focar e como posicioná-los no mercado.
As software houses enfrentam o desafio de adaptar seus modelos de licenciamento e cobrança. Sistemas que hoje são vendidos com determinada margem podem precisar de reajustes para manter a rentabilidade sob o novo regime tributário. Além disso, o investimento necessário para adequar os sistemas às novas regras precisará ser recuperado através de uma estratégia de precificação bem estruturada.
Desafios nas atualizações dos ERPs e sistemas de gestão fiscal
A atualização dos ERPs e sistemas de gestão fiscal será uma das maiores dificuldades para as empresas. Será necessário revisar e adaptar os processos de apuração e pagamento de tributos.
Desafios principais:
- Reconfiguração dos processos fiscais: Alterar os processos internos para lidar com as novas alÃquotas e bases de cálculo.
- Automatização da gestão fiscal: Investir em soluções financeiras para software como PlugBank que ajudem a automatizar e garantir a conformidade tributária.
Reforma Tributária exige novas estruturas de controle no Setor Financeiro
A complexidade do novo regime tributário demanda estruturas de governança e processos de controle mais rigorosos. As instituições precisarão repensar completamente suas abordagens de compliance e gestão de riscos tributários.
Novos controles internos e governançaÂ
A Reforma Tributária e Setor Financeiro exigirá uma reestruturação dos controles internos com foco em três pilares fundamentais:
- Controle de créditos IVA: Sistemas rigorosos para aproveitamento legÃtimo de créditos CBS e IBS
- Comitês tributários especializados: Estruturas dedicadas ao acompanhamento das mudanças regulamentares
- Trilhas de auditoria detalhadas: Documentação completa para suporte a fiscalizações
Adaptações nos reportes regulatórios
A reforma tributaria no setor financeiro exigirá ajustes nas demonstrações financeiras para refletir o IVA dual e nas obrigações acessórias a serem apresentadas ao Banco Central e outros órgãos reguladores. Além de controles rigorosos para conciliação contábil-fiscal.
As software houses precisarão desenvolver funcionalidades especÃficas para suportar esses processos, incluindo relatórios gerenciais automatizados e alertas de conformidade em tempo real.
Implementação da Reforma Tributária no Setor Financeiro
O cronograma de implementação da Reforma Tributária oferece uma janela de oportunidade para preparação adequada. A transição será gradual, com fases de implementação a partir de 2026 e até 2033.
Instituições que iniciarem suas adaptações agora terão vantagens significativas sobre aquelas que aguardarem os últimos momentos.
Testes operacionais e adaptação progressiva
A implementação da Reforma Tributária e Setor Financeiro seguirá um cronograma estratégico que oferece oportunidades únicas de preparação:
Estratégias de preparação para a Reforma Tributário no Setor Financeiro
Fase atual (2025-2026):
- Mapeamento completo dos processos tributários atuais.
- Análise de impacto nos sistemas existentes.
- Seleção de fornecedores e soluções tecnológicas.
- Definição de cronogramas internos de adequação.
Fase de testes (2026):
- Participação nos testes piloto com a Receita Federal.
- Validação das adaptações realizadas nos sistemas.
- Identificação de gaps e necessidades de ajuste.
- Treinamento inicial das equipes operacionais.
Implementação gradual (2027-2032):
- Rollout incremental das novas funcionalidades.
- Monitoramento contÃnuo da performance dos sistemas.
- Ajustes baseados na experiência operacional.
- Capacitação completa das equipes.
Prepare-se para a Reforma Tributária no Setor Financeiro
O setor financeiro brasileiro está prestes a viver uma de suas maiores transformações. Aquelas instituições que se prepararem adequadamente não apenas sobreviverão a essa mudança, mas emergirão mais fortes e competitivas no novo cenário tributário que se desenha para os próximos anos.
A solução PlugBank da TecnoSpeed oferece automatização para a gestão financeira, com a garantia de conformidade diante das mudanças fiscais impostas pela Reforma Tributária.Â
1 Comment
Excelente artigo. Pontual com os desafios que vamos enfrentar com a nova reforma tributária.
Vamos nos preparar!