Banco de dados Firebird em aplicativos: o que é necessário?

Um software com banco de dados Firebird apresenta uma grande complexidade para ser transformado em aplicativo, exigindo o uso de diversos componentes.


Embora seja bastante usado entre as empresas de tecnologia e software houses, o Firebird é um banco de dados antigo e de difícil escalabilidade. Isso traz dificuldades na hora de criar um aplicativo mobile para ERP, dificultando o trabalho dos desenvolvedores.

Não que seja impossível realizar essa missão, mas são vários os desafios a serem superados. As equipes precisam aplicar grandes esforços, altos investimentos e custos, demanda de tempo e mão de obra especializada, entre outros.

O processo de criação desses aplicativos com banco de dados Firebird envolve questões específicas e alinhamento de linguagens. Há vários detalhes que precisam ser conhecidos com cuidado. Quer saber mais a respeito? Continue a leitura!

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Linguagem SQL no Firebird e sua relação com os aplicativos

Como a maioria dos bancos de dados, o Firebird utiliza a linguagem de consulta padrão SQL. É um elemento importante para definir os conjuntos de dados a serem armazenados, enviar solicitações referentes às linhas de código ao servidor e transmitir os valores a serem aplicados a essas linhas.

Porém, nem todos os aplicativos são escritos em SQL, podendo utilizar C/C++ e outras linguagens de programação. Por isso, ao levar um banco de dados Firebird para aplicativos mobile, é necessário fazer a incorporação do SQL.

Os códigos são transmitidos a partir do pré-processador gpre, que substitui as instruções SQL incorporadas por códigos da linguagem em questão. São códigos que se comunicam com a biblioteca de APIs utilizadas e geram arquivos que podem ser compilados pela linguagem host.

Nos aplicativos para SQL, há comandos especiais pré-processados em macrochamadas internas às APIs, chamados de Embedded SQL (ESQL). São elementos que facilitam a sintaxe de linguagem, permitindo ao gpre interpretar e recodificar de acordo com as estruturas complexas das chamadas.

Consultas predefinidas X consultas dinâmicas

Um detalhe que o desenvolvedor precisa avaliar é a forma de execução das consultas. Algumas precisam ser executadas sempre da mesma maneira, incorporadas na linguagem host e pré-processadas pelo gpre. Sendo transformadas em chamadas de função da API, oferecem desempenho melhor que a SQL a ser interpretada no tempo de execução.

Por outro lado, muitos apps precisam criar consultas dependentes, ainda que parcialmente, das informações fornecidas pelo usuário: são as SQL dinâmicas ou DSQL. Elas também podem ser incorporadas e pré-processadas, mas com requisitos e restrições.

Os aplicativos que usam ODBC funcionam com instruções de DSQL, com uma interface fácil de usar e, muitas vezes, sem SQL para extrair, modificar ou excluir dados no Firebird. É o código subjacente que converte a entrada do usuário em instruções de DSQL, que são passadas para o ODBC.

Componentes para o desenvolvimento de aplicações e aplicativos

A última década trouxe ferramentas facilitadoras para o trabalho do desenvolvedor na criação de aplicativos. O RAD (desenvolvimento rápido de aplicações) é um conjunto de componentes com uma diversidade de opções possíveis de uso nessa tarefa.

A seguir, você confere algumas ferramentas disponíveis para o desenvolvimento de aplicativos.

Borland Database Engine (BDE)

O BDE funciona como uma caixa preta para diversas ferramentas de desenvolvimento, criando uma camada de acesso aos dados focada no cliente e independente do banco de dados do fornecedor.

Ele reduz as diferenças entre os diferentes tipos de bancos de dados usados na construção do aplicativo, limitando sua capacidade de explorar os melhores recursos do Firebird. No entanto, é útil para apps a serem usados com uma variedade de ferramentas de back-end, como o próprio Firebird.

SQLDirect

O SQLDirect é uma opção substituta ao BDE, sendo suportado até a versão 1.5 desse banco de dados.

DBExpress/Datasnap

O DBExpress e o Datasnap são outras opções ao BDE, fornecendo interfaces genéricas alternativas. Eles movem as funcionalidades para drivers nativos expandidos dos bancos de dados suportados.

Assim como o BDE, não suportam várias transações simultâneas, sendo usados em necessidade de interface de dados independentes dos sistemas de gerenciamento de banco de dados. Seus drivers fornecem apoio aos bancos de dados do Firebird quando há baixo desempenho do cliente/servidor entre os objetivos.

Componentes diretos para API

Devido às deficiências do BDE, foram criados vários componentes para Delphi e Borland C++ Builder que encapsulam a API do Firebird diretamente. Entre eles, destacamos:

  • IBObjects — conjunto de componentes visuais e não visuais do banco de dados, com dois pacotes sem BDE para acesso aos dados;
  • FIBPlus — oferece conectividade baseada no TDataset e não apresenta componentes visuais, funcionando bem em conjunto com outros componentes que os incluem;
  • ZeosLib — conjunto de componentes de conectividade de banco de dados de open source também baseado no TDataset, suportando sistemas como o Firebird;
  • IBX (InterBase Express) — conjunto com base no open source adquirido ainda inacabado pela Borland, adicionando componentes de encapsulação da nova API de serviços. Deve ser usado somente até a versão 1.5 do Firebird;
  • UIB (InterBase Unificada) — conjunto de componentes não visuais para Delphi, BCB, Kylix, Lazarus e FPC, suportando Firebird, InterBase e Yaffil.

Mais componentes e drivers de conectividade

Destacam-se ainda outros componentes e alguns drivers de conectividade para a criação dos aplicativos mobile, como:

  • ODBC e OLE-DB — drivers de terceiros disponíveis para programadores de Windows a partir de ferramentas da Microsoft;
  • Java — o driver Jaybird para Java é específico para Firebird, compatível com novos padrões de conectividade em servidores de aplicativos;
  • .NET — o provedor de dados ADO.NET do Firebird reimplementa as funções da API do cliente no C#, precisando apenas do provedor de dados para conversar com o servidor do Firebird. 

Conhecendo as APIs para aplicativos do Firebird

O Firebird suporta dois módulos de interface de programação de aplicativos: a API principal e a API de serviços. O primeiro é onde todo o trabalho do banco de dados é realizado. Já o segundo módulo fornece funções para acessar utilitários das linhas de comando e de outros programas de aplicações.

API principal

Os programadores escrevem códigos para alocar e preencher as estruturas de dados de comunicação entre as bibliotecas do cliente e do servidor. Os benefícios incluem:

  • melhor flexibilidade;
  • controle de alocação de memória;
  • não necessidade de pré-compilação;
  • acesso a identificadores e opções de transação;
  • acesso total a mensagens de erro.

API de serviços

A API de serviços disponibiliza chamadas para atividades específicas do servidor, como backup e restauração, estatísticas e gerenciamento de usuários. Muitas fornecem interfaces de programação para o código nas ferramentas de linha de comando e podem se sobrepor a funções disponíveis na API principal.

Firebird para aplicativo com o PlugMobile

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Com acesso ao Firebird, ela expande a quantidade de conexões ativas em apenas uma integração. Basta conectar o seu banco de dados a partir de um arquivo .FDB.

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Formado em Comunicação em Multimeios. Analista de Marketing da TecnoSpeed, focado em produção de conteúdos para mídias digitais.

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