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Realizar a manutenção no código-fonte não é nada fácil, entretanto, é uma tarefa necessária para que o código continue válido e atualizado! É por esse motivo que o Clean Code chegou. Saiba mais!


Se você quer mergulhar no assunto e destrinchar os detalhes sobre o Clean Code, além de conferir, na íntegra, este conteúdo, não pode ficar de fora da palestra que estamos preparando para a TecnoUpdate, na qual vamos aprofundar no tema e mostrar, na prática, como simplificar a vida do profissional Dev.

Realizar a manutenção no código-fonte não é nada fácil, entretanto, é uma tarefa necessária para que o código continue válido e atualizado! É por esse motivo que o Clean Code chegou. Continue conosco e saiba mais! 

O que é clean code?

Clean Code representa uma filosofia para o desenvolvimento de sistemas. Trata-se de um conjunto de técnicas que objetivam deixar o código o mais limpo possível, descomplicando tanto a escrita como a leitura desse código.

Ao aplicar as técnicas do Clean Code, os desenvolvedores conseguem realizar a manutenção do código-fonte com mais facilidade, além disso, a execução de testes, bem como a verificação da correção da lógica usada tornam-se muito mais simples.  

Quando surgiu o termo?

Veja quando surgiu o termo!
O termo ficou mais conhecido em 2008. | Imagem: Pexels.

O termo Clean Code passou a ser conhecido em 2008, após a publicação do livro “Clean Code: A Handbook of Agile Software Craftsmanship”, de Robert Cecil Martin, mais conhecido como Uncle Bob, que trabalhava com desenvolvimento de softwares desde 1970.

Em sua vasta experiência, Uncle Bob identificou a dificuldade da manutenção de códigos como uma das principais dificuldades em sua área de atuação.

Um código mal escrito pode até funcionar, mas conforme surgem as necessidades de atualizações e inserção de novas funcionalidades, o manuseio do código apresenta-se cada vez mais difícil.

Você sabia que a proporção média de leitura e escrita de códigos fonte é de 10 para 1? Isso porque a compreensão do código demanda muito mais tempo do que a escrita. Nesse cenário, seguir as boas práticas computacionais são fundamentais para garantir a continuidade dos projetos e simplificar o trabalho dos profissionais desenvolvedores.

Para que serve o clean code?

O grande desafio das manutenções em sistemas decorre da má escrita do código-fonte. Quando o desenvolvedor que escreve o código não se atenta às boas práticas, acaba por dificultar o trabalho de todas as pessoas que terão contato com essa codificação, pois uma pequena alteração é capaz de interromper o funcionamento do software.

O Clean Code veio para simplificar a atualização dos códigos e facilitar o manuseio para o incremento de novas funcionalidades. Ao contrário do que se imagina, um código não é eterno, ele envelhece, pode tornar-se obsoleto e até entrar em desuso.

Por vezes, um código mal escrito precisa ser remendado e ajustado tantas vezes que se torna mais fácil abandoná-lo e começar do zero.

Para evitar situações como esta e manter a usabilidade do código, surgiu o Clean Code, pois o código limpo minimiza os recursos destinados à manutenção e prepara o sistema para melhorias e atualizações.

Regras do Clean Code

Se você quer incorporar essa filosofia em sua vida, conheça as 07 pilares a seguir:

1. Utilizar nomenclatura clara e intuitiva

O nome deve transmitir de forma imediata sua ideia central.  A clareza e a objetividade são requisitos fundamentais para a compreensão do código. Nessa situação, não importa a extensão ou o tipo de nome, independente do que se trata, seja variável, função, parâmetro, classe ou método. Se a ação exige um nome extenso para evidenciar o que representa, ele deve ser usado. 

2. Seguir os padrões utilizados no código  

A padronização facilita, e muito, o entendimento do código. Assim, a variação de caracteres, como por exemplo, o uso de letras maiúsculas ou minúsculas na nomenclatura (“nomePessoa”, “NomePessoa”, “nomepessoa”) deve ser padronizada.  

Se você for a pessoa responsável por dar continuidade em um trabalho já iniciado, atente-se aos padrões previamente estabelecidos e os mantenha em suas atualizações, essa prática facilita a atuação de outros desenvolvedores e evita falhas de funcionamento no sistema.

3. Manter os dados de configuração separados do código-fonte

Saiba como manter os dados de configuração separados do código-fonte!
O certo é salvar o código e formato JSON. | Imagem: Pexels.

Para evitar confusão, recomenda-se que os dados de configuração sejam isolados do código-fonte, em arquivo separado. Uma opção é usar o formato JSON para armazenar o conteúdo e salvar na pasta raiz. Dessa forma, é possível realizar manutenções na configuração sem precisar mexer no código.

4. Evitar repetições excessivas

Também chamada de DRY (Don’t Repeat Yourself), essa regra ensina a evitar repetições. Para o melhor entendimento do software, deve-se evitar o uso de diversos “ifs” sequenciais, além do mais, cada parte do conhecimento deve ser dotado de uma representação exclusiva, sem ambiguidade.

Uma boa ideia para evitar o problema com repetições excessivas é seguir os normativos da programação orientada a objetos, por exemplo, por meio do encapsulamento, fato que ajuda a tornar o código mais funcional e limpo.  

5. Ter cuidado com o uso de comentários no código

Nas palavras de Uncle Bob, os comentários mentem. Por quê? Vamos explicar!

No primeiro momento, o uso de comentários pode parecer um meio de facilitar a compreensão do código, mas é aí que você se engana. Os códigos são constantemente modificados e depois de algumas atualizações, as funcionalidades já não são mais as mesmas e os comentários passam a não corresponder com a realidade.

Portanto, use os comentários apenas quando estritamente necessário e lembre-se de atualizá-los sempre que fizer ajustes nos códigos.

6. Realizar o tratamento de erros

As falhas na codificação podem provocar a interrupção do software, prejudicando o funcionamento e os resultados da empresa como um todo. Para evitar essa situação, a correção dos códigos não pode ser negligenciada, motivo pelo qual o tratamento de erros é constante.

Os erros são problemas inesperados que impactam a usabilidade do sistema e precisam ser tratados o mais rápido possível.

7. Executar testes limpos

A fase de testes é muito importante e constante na área de programação, a cada novo passo é realizado um teste para verificar o funcionamento do software.

Veja abaixo algumas características do teste limpo:

  • Rápido: uma vez que o teste é realizado repetidamente, é preciso que ele tenha um processamento ágil.  
  • Independente: a execução do teste não pode impactar o sistema inteiro como um efeito cascata, motivo pelo qual a independência é necessária.
  • Passível de validação: para um teste objetivo, ele deve retornar respostas true or false.
  • Pontual: os testes devem ser pontuais, em regra, devem ser escritos antes mesmo do próprio código, evitando a complexidade do teste.

Como chegar ao código limpo?

Para chegar ao código limpo você precisa assegurar que ele seja legível, testável e fácil de ser mantido. O que não será nenhum desafio, se você seguir as boas práticas que citamos acima.

E se você quer aprofundar ainda mais nesse assunto, participe da nossa palestra sobre Clean Code noa TecnoUpdate!

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Clean Code representa uma filosofia para o desenvolvimento de sistemas. Trata-se de um conjunto de técnicas que objetivam deixar o código o mais limpo possível, descomplicando tanto a escrita como a leitura desse código. Ao aplicar as técnicas do Clean Code, os desenvolvedores conseguem realizar a manutenção do código-fonte com mais facilidade, além disso, a execução de testes, bem como a verificação da correção da lógica usada tornam-se muito mais simples.  
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