Entenda o que é a Tabela de Correlação de Serviços e saiba como aplicá-la na emissão da NFS-e Nacional conforme a Reforma Tributária de 2026.
A Tabela de Correlação de Serviços é um dos instrumentos mais importantes na preparação para a nova sistemática da NFS-e Nacional e para a implementação dos tributos IBS e CBS previstos na Reforma Tributária. Com a obrigatoriedade da emissão da NFS-e padronizada a partir de 2026, empresas e software houses precisam compreender como interpretar e aplicar corretamente essa tabela para garantir conformidade fiscal.
Neste artigo, você vai entender o que é a Tabela de Correlação de Serviços, por que ela é fundamental, quem deve utilizá-la e como fazer a adequação correta em seus sistemas e processos internos.
O que é a Tabela de Correlação de Serviços?
A Tabela de Correlação de Serviços foi publicada oficialmente em setembro de 2025, por meio do documento técnico Anexo VII – IndOp_IBSCBS_V1.00.00, disponibilizado pelo Comitê Gestor da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (CGNFS-e). Essa tabela estabelece a correspondência entre os seguintes elementos:
- Itens da Lei Complementar nº 116/2003, que define os serviços tributáveis pelo ISS;
- Códigos da Nomenclatura Brasileira de Serviços (NBS);
- Códigos de Indicador da Operação de Consumo (cIndOp);
- Códigos de Classificação da Tributação (cClassTrib).
Seu objetivo é viabilizar a migração do modelo atual de tributação (focado no ISS municipal) para o novo modelo nacional, baseado no IBS e CBS, promovendo a padronização da classificação dos serviços prestados em âmbito nacional.
Sendo assim, a Tabela de Correlação de Serviços é um instrumento essencial para a adequação técnica, fiscal e operacional das empresas que emitem NFS-e. Ela representa a base para garantir a transição correta do modelo atual de tributação para o novo sistema baseado no IBS e CBS. Utilizar a tabela de forma estratégica e antecipada permite:
- Ajustar corretamente os sistemas e ERPs;
- Prevenir erros na emissão de documentos fiscais;
- Manter a conformidade legal com as exigências da nova legislação tributária.
E o momento de analisá-lá e utilizar é agora em 2026 nas emissões da Notas Fiscais de Serviço disponibilizado no Ambiente Nacional de Dados da NFS-e.Â
Quem deve utilizar a Tabela de Correlação de Serviços?
A Tabela de Correlação de Serviços deve ser aplicada por diferentes públicos que atuam na emissão, regulamentação e desenvolvimento de soluções fiscais:
Empresas prestadoras de serviços
Todas as empresas que realizam prestação de serviços e emitem NFS-e deverão utilizar a tabela para identificar corretamente os novos códigos exigidos na emissão.
Software houses e desenvolvedores
Sistemas emissores de nota fiscal e ERPs precisarão ser adaptados para utilizar a nova estrutura de dados exigida no layout nacional da NFS-e, incorporando os campos NBS, cIndOp e cClassTrib, com base na tabela oficial.
Contadores e áreas fiscais
Profissionais da contabilidade e do departamento fiscal devem utilizar a Tabela de Correlação de Serviços para assegurar que todos os serviços estejam corretamente classificados, evitando inconsistências na apuração dos novos tributos.
Gestores públicos municipais
Com a padronização nacional da NFS-e, os códigos atualmente utilizados por cada municÃpio serão substituÃdos pelos da tabela. Cabe aos entes municipais atualizar seus sistemas de arrecadação com base nesses dados.
Qual sua importância?
A importância da Tabela de Correlação de Serviços está em sua função estratégica de padronizar e garantir conformidade fiscal com o novo modelo tributário do paÃs. A partir de janeiro de 2026, a emissão de NFS-e fora dos padrões definidos pela tabela pode:
- Gerar erros de validação e recusa da nota pelo ambiente nacional;
- Causar cálculo incorreto de alÃquotas ou base de cálculo do IBS/CBS;
- Expor a empresa a risco de penalidades fiscais e autuações.
A tabela é também essencial para que os sistemas internos, cadastros de serviços e integrações com APIs fiscais estejam atualizados conforme os novos parâmetros exigidos.
Como parametrizar seu ERPÂ
A adaptação dos sistemas de gestão deve considerar as seguintes etapas técnicas:
- Inclusão dos campos NBS, cIndOp e cClassTrib no cadastro de serviços;
- Criação de regras de preenchimento automático com base no tipo de serviço;
- Implementação de validações automáticas de conformidade com a tabela;
- Atualização do layout de integração com o ambiente nacional da NFS-e;
- Ajustes nos relatórios fiscais conforme os novos códigos.
O uso correto da Tabela de Correlação de Serviços é parte fundamental para garantir a emissão automatizada e sem erros fiscais da NFS-e Nacional.
Como utilizar a Tabela de Correlação de Serviços na prática
Empresas, contribuintes e desenvolvedores devem adotar um processo estruturado para aplicar corretamente a Tabela de Correlação de Serviços:
- Baixe a versão oficial da tabela no Portal da Nota Fiscal de Serviço eletrônica;
- Mapeie os serviços prestados atualmente com base nos códigos da LC 116/2003;
- Encontre a correspondência correta para os códigos NBS, cIndOp e cClassTrib;
- Atualize os cadastros de serviços no ERP ou sistema emissor;
- Adapte o layout da NFS-e para incluir os novos campos exigidos;
- Realize testes de emissão em ambiente de homologação;
- Treine as equipes fiscais, contábeis e de TI sobre as mudanças e sua aplicação.
A adoção da tabela deve ser feita com o suporte de profissionais qualificados, preferencialmente com envolvimento da equipe contábil e técnica simultaneamente.
Exemplo prático da aplicaçãoÂ
A seguir, um exemplo prático de correlação:
- Item LC 116/2003: 01.05 – Licenciamento ou Cessão de Direito De Uso De Programas De Computação.
- NBS: 1.1103.21.00
- cIndOp: 100501
- cClassTrib: 000001 – Situações tributadas integralmente pelo IBS e CBS.
Nesse caso, uma empresa que atualmente utiliza o item 01.05 para emissão de NFS-e deverá, a partir de 2026, utilizar exatamente os códigos NBS, cIndOp e cClassTrib correspondentes. A não aplicação correta da Tabela de Correlação de Serviços poderá gerar rejeição da nota, cálculo incorreto de tributos ou penalidades fiscais.
Onde encontrar a Tabela de Correlação de Serviços?
A versão oficial da tabela foi disponibilizada pelo Comitê Gestor da NFS-e e está acessÃvel publicamente, no Portal da Nota Fiscal de Serviço eletrônica:Â
Download da Tabela de Correlação de Serviços – Anexo VII – IndOp_IBSCBS_V1.00.00
É altamente recomendável acompanhar as atualizações da tabela, já que novas versões podem ser publicadas ao longo do perÃodo de transição até a implementação definitiva da Reforma Tributária.
FAQ – Perguntas frequentes sobre a Tabela de Correlação de Serviços
A Tabela de Correlação de Serviços substitui a lista da LC 116/2003?
Não. A tabela faz a correspondência entre os serviços da LC 116/2003 e os novos códigos NBS, cIndOp e cClassTrib. Ela não revoga a LC 116, que segue válida até a implementação plena da Reforma Tributária.
A aplicação da Tabela de Correlação de Serviços será obrigatória?
Sim. A partir da obrigatoriedade da NFS-e Nacional em 2026, os campos correspondentes deverão ser preenchidos com base nos dados da tabela, conforme exigência do ambiente nacional da NFS-e.
O que acontece se a empresa não aplicar corretamente os códigos?
Notas podem ser rejeitadas, tributos calculados de forma incorreta, e a empresa pode estar sujeita a penalidades fiscais e autuações.
A tabela poderá ser atualizada?
Sim. A versão atual é a V1.00.00, mas novas versões podem ser publicadas com ajustes e evoluções. É importante acompanhar os canais oficiais da Receita Federal, CNM e Comitê Gestor da NFS-e.
Mantenha seu software em conformidade com a NFS-e Nacional.
A Reforma Tributária está transformando a forma como os serviços serão documentados e tributados no Brasil. Com a obrigatoriedade da NFS-e Nacional e a introdução dos códigos NBS, cIndOp e cClassTrib, garantir a conformidade técnica e fiscal do seu sistema deixou de ser uma opção — é uma necessidade urgente.
Com o PlugNotas, sua solução fiscal se mantém sempre atualizada, sem complicações. Nossa API foi desenvolvida para unificar a emissão de NFS-e em todo o Brasil, eliminando as variações entre municÃpios e garantindo a conformidade automática com o novo modelo nacional.