Descubra tudo sobre o CNAB 240, suas vantagens, complexidades e como otimizar a integração com APIs para melhorar processos de pagamento e remessa.
Você já deve ter ouvido falar sobre o CNAB 240, mas sabe realmente o que ele significa e como pode impactar os processos financeiros da empresa? O CNAB 240 é um modelo de arquivo essencial para o processo de remessa e retorno de informações bancárias no Brasil. É amplamente utilizado por empresas e bancos.
Você, proprietário ou profissional de uma software house, sabe como oferecer ao seu cliente a opção de pagamentos e cobranças por meio do layout CNAB 240?
Neste artigo, vamos explorar tudo sobre o CNAB 240: desde seu funcionamento e complexidade até as soluções que ele oferece para otimizar processos financeiros. Se você trabalha com integração bancária ou em uma software house, entender as nuances desse modelo é fundamental para garantir eficiência e segurança nas transações.
Últimas atualizações do CNAB 240
A versão 10.11 do CNAB 240, que entrou em vigor no dia 01/07/2024, trouxe uma atualização importante no formato dos arquivos de pagamento. A principal mudança está na inclusão do segmento J-53, que será obrigatório para os arquivos de pagamento.
Essa atualização tem como objetivo facilitar o pagamento de boletos através do DDA (Débito Direto Autorizado). A partir da nova versão, quando o pagador original do boleto tiver um vínculo com o titular da conta que está realizando o pagamento, o arquivo CNAB 240 deverá incluir o segmento J-53. Em termos simples, isso significa que o titular da conta pagadora terá autorização para visualizar e pagar os boletos de cobrança do pagador original, quando este estiver vinculado ao seu DDA.
O pagador original é o Agregador Eletrônico, enquanto a conta pagadora é o Agregado. Com essa mudança, espera-se um processo mais eficiente e integrado entre as instituições financeiras, facilitando a operação para os usuários finais.
CNAB 240 e a integração ao PIX
Com o crescente uso do PIX, o CNAB 240 precisou passar por adaptações para suportar esse novo sistema. O padrão de layout CNAB 240 agora conta com campos específicos para transações PIX. Oferecendo, assim, um formato mais adequado para lidar com transferências em tempo real. Além de proporcionar maior conveniência tanto para empresas quanto para seus clientes. Vale reforçar também que a compatibilidade com os padrões de segurança mais exigentes também foi fortalecida, atendendo às novas normativas bancárias.
O que é CNAB 240?
Para início de conversa precisamos entender o que é CNAB 240. A sigla remete à expressão Centro Nacional de Automação Bancária e diz respeito ao funcionamento de transações bancárias e demais serviços que envolvam essas os bancos no meio digital.
Para que tudo ocorra de maneira padronizada e que não se torne uma confusão às agências financeiras e aos empresários, a FEBRABAN estipulou alguns layouts para a relação entre essas instituições, sendo o CNAB 240 uma dessas.
O CNAB 240 é um padrão de layout de arquivo para a troca de informações entre empresas e instituições bancárias. Usado principalmente para processar cobranças, pagamentos e outras transações financeiras, esse modelo é um dos mais populares no Brasil, principalmente após a sua evolução para atender às novas necessidades do mercado.
A principal característica do CNAB 240 é a sua capacidade de lidar com grandes volumes de dados em um único arquivo, permitindo que empresas automatizem processos de pagamento e recebimento de forma mais rápida e segura. Ele oferece um formato eficiente para a troca de informações bancárias, sendo amplamente utilizado para a emissão de boletos bancários, cobrança de clientes e conciliações financeiras.
A complexidade do layout de remessa
O layout de remessa do CNAB 240 é um dos pontos que torna esse modelo um tanto desafiador de implementar. Entre os layouts e numerações estipulados pela FEBRABAN, o modelo de remessa e retorno é fundamental. No caso da remessa, o arquivo é enviado ao banco para registrar uma cobrança, como acontece com os boletos bancários. Essa funcionalidade é necessária para garantir que o pagamento ou cobrança seja processado corretamente, mantendo a integridade e segurança dos dados envolvidos.
A complexidade desse layout está na numeração e organização dos campos. O CNAB 240 utiliza 240 posições, distribuídas em quatro segmentos distintos. Isso significa que as empresas precisam fornecer uma grande quantidade de informações no arquivo de remessa, tornando o processo mais complexo e com uma margem maior para erros.
Essa complexidade, por sua vez, exige que os profissionais que lidam com a implementação do CNAB 240 possuam um conhecimento técnico detalhado sobre o formato e os requisitos de cada segmento. Além disso, a necessidade de garantir que todos os dados estejam corretos e no formato adequado pode aumentar o risco de falhas na remessa, comprometendo o sucesso do pagamento ou cobrança.
A substituição do CNAB 400 pelo CNAB 240
Nos últimos anos, muitos bancos começaram a descontinuar o suporte ao CNAB 400, migrando para o CNAB 240. A FEBRABAN tem incentivado essa transição devido às vantagens que o CNAB 240 oferece, como a maior segurança nas transações e a compatibilidade com os sistemas bancários modernos.
O CNAB 240 foi projetado para ser mais flexível e adaptável às novas demandas do mercado financeiro, enquanto o CNAB 400, embora ainda amplamente utilizado, começa a se tornar obsoleto. O aumento na utilização do PIX e a necessidade de um sistema mais eficiente de pagamento por arquivo também são fatores que aceleram essa mudança.
Como funciona o processo de remessa e retorno no CNAB 240?
No CNAB 240, a empresa realiza o processo de remessa ao enviar informações para o banco, como um arquivo contendo dados sobre boletos emitidos. O banco, por sua vez, faz a remessa das informações para os clientes, e o retorno trata dos dados que a instituição bancária envia de volta à empresa, confirmando o pagamento ou cobrando a inadimplência.
Esses arquivos de remessa e retorno são fundamentais para garantir a automação e a segurança nos pagamentos realizados. Com isso, as empresas podem conferir rapidamente se o pagamento foi efetuado, simplificando o processo de conciliação bancária.
Por que adotar o CNAB 240 e como integrar com API de Pagamento?
Pensando na complexidade de realizar a remessa CNAB 240, decidimos destacar as vantagens que uma API de Contas a Pagar pode trazer para a software house que oferece a opção de pagamentos com relação direta às instituições bancárias aos seus clientes.
1. Escolher a API adequada
O primeiro passo é escolher uma API de Contas a Pagar que suporte a integração com o formato CNAB 240, como a API do PlugBank. Muitas plataformas oferecem APIs que permitem que os sistemas de empresas se conectem automaticamente aos bancos, facilitando o envio e recebimento dos arquivos de remessa e retorno.
2. Configuração da API para homologação bancária
A homologação bancária pode ser um dos maiores desafios na implementação do CNAB 240. Isso porque cada banco pode ter exigências específicas para garantir que os arquivos enviados estejam em conformidade com seus sistemas. Utilizar uma API que automatize esse processo de homologação torna a tarefa mais rápida e eficiente. Permitindo, então, que sua empresa se conecte a diversos bancos com um esforço mínimo.
3. Automatização do processo de pagamento e cobrança
Ao integrar o CNAB 240 com a API, você automatiza o processo de pagamento de boletos e cobrança de clientes. A API gera, envia e concilia automaticamente os dados dos boletos entre sua plataforma e o banco. Dessa forma, elimina a necessidade de inserir dados manualmente.
4. Segurança e validação das transações
Uma das vantagens de utilizar uma API integrada com o CNAB 240 é o aumento da segurança nas transações. A API valida os dados em tempo real e garante que as informações de pagamento e cobrança sejam processadas corretamente. Isso reduz as chances de erros e fraudes, garantindo que as transações sejam realizadas de maneira segura.
5. Redução do tempo de implementação
Integrar o CNAB 240 com uma API ajuda a reduzir o tempo de implementação. Com a integração automática, a empresa não precisa se preocupar com o envio manual de arquivos ou com a homologação individual com cada banco. Uma boa API, como a do PlugBank, oferece compatibilidade com diversos bancos, o que facilita a adaptação do sistema e acelera o processo de implementação.
6. Monitoramento e relatórios
As APIs também permitem o monitoramento em tempo real das transações realizadas, com relatórios detalhados sobre o status de cada pagamento e cobrança. Isso facilita o acompanhamento das operações e garante que todas as informações estejam sempre atualizadas.
Como a API de Contas a Pagar da TecnoSpeed pode ajudar com CNAB 240?
Entendemos, então, que a CNAB 240 é um modelo de layout definido pela FEBRABAN e que muitas softwares houses precisam oferecer esse modelo para os seus clientes. O desenvolvimento de um sistema como esse é complexo, além do próprio manuseio por parte dos funcionários que trabalham nessa área.
Por isso, afirmamos que a adoção de sistema de automação pode ser a solução! Aqui na TecnoSpeed você encontra a API de Contas a Pagar e também outras opções de emissões de boletos.
Se você, desenvolvedor ou empresário de software house, oferece serviços de criação de sistemas para os seus clientes e eles estão em busca do layout 240 para a relação com as instituições bancárias, conte com os nossos serviços e aproveite as vantagens que eles oferecem.