Liderança na software house: como se preparar para 2021?

Os desafios de 2021 estão chegando, você já pensou como será a liderança na software house? Veja alguns insights que irão de ajudar.


As transformações nas organizações impulsionadas pela pandemia do novo coronavírus é um assunto que está em pauta. Líderes e gestores ainda estão vivenciando as mudanças nos formatos de trabalho que aconteceram nos últimos tempos. 

Neste cenário, ainda há poucas respostas. Para te ajudar a entender esse momento e fornecer recursos para que você prepare a liderança da sua software house no próximo ano conversamos com o Rogério Martins, que atua na WENEW Mentoring & Consulting President e é mentor na Endeavor há mais de 10 anos.

Rogério participou do Esquenta TecnoUpdate, um pré-evento que acontece em ambiente digital no qual discutimos temáticas que estarão na programação do TecnoUpdate.

Neste artigo vamos abordar algumas das ideias que ele levou para o nosso encontro, que teve como tema norteador “O que se espera das lideranças de tecnologia em 2021”. 

Área de tecnologia em 2021

No início do bate-papo com Rogério Martins conversamos sobre os possíveis desafios e as oportunidades para o setor de tecnologia no próximo ano. Confira alguns destaques. 

  • Retomada da economia: haverá uma retomada, que, provavelmente vai influenciar todos os setores. Pode não ser tão grande quanto o esperado, mas veremos um crescimento. 
  • Aumento da base tecnológica: muitas empresas foram “empurradas” para o digital. Uma das maiores transformações impulsionadas pela pandemia mundial foi a necessidade em relação ao mundo digital e, consequentemente, da base tecnológica. Ou seja, essa é uma oportunidade para setores de tecnologia.
  • Proteção e privacidade de dados: a segurança e a proteção dos dados será intensificada, ganhando mais importância dentro do setor de tecnologia. 
  • Aceleração de fusões e aquisições: acontecerá neste ano e também no próximo, impulsionando mais colaboração entre as organizações para buscar novas oportunidades e soluções.

 

Quais serão as condições para operar?

  • Disponibilidade de recursos: necessária para operar em um mercado diferente, com uma nova realidade. 
  • Escassez de custos da mão de obra: pra indústria de tecnologia essa já é uma realidade, que pode ficar ainda mais difícil. Será preciso cuidar muito bem dos colaboradores e haverá impactos. 
  •  Liderança preparada para novos desafios: para gerenciar todas essas mudanças e esse novo contexto, os líderes precisam ser muito preparados. 

Mas o que há de novo na liderança, de fato?

A liderança em si não terá novidades expressivas, mas todos os aspectos que foram mencionados terão que acontecer numa economia e em ambiente low touch. A nova realidade exige uma postura de líder diferente, que seja atualizada e evidencie algumas características que vão se tornar ainda mais importantes. 

Você já pensou a liderança para software house? Chegou a hora!

A sua liderança está preparada para gestão remota?

Como fazer uma gestão remota efetiva?

Em virtude da economia low touch, a gestão remota surgiu. Ela é propulsora desse novo momento. Veja algumas dicas que foram compartilhadas:

Inteligência emocional 

O primeiro ponto é a inteligência emocional, que envolve o conhecimento e gestão produtora das emoções, as do próprio líder e a dos liderados. 

A capacidade de perceber e lidar com essas emoções novas será cada vez mais fundamental.

Confiança

Trata-se de um pilar fundamental das habilidades de gestão e o líder é o protagonista da relação de confiança. Gerar confiança está baseado em duas dimensões: a primeira é a consistência, ou seja, cumprir o que foi prometido; e a segunda é promover a proximidade e a conexão entre os membros do time.

Promover esse sentimento de pertencimento em um ambiente remoto, com menos encontros presenciais, será um desafio para 2021. A dica é buscar uma conexão emocional com a equipe usando a inteligência emocional. 

Empatia 

Esse recurso faz parte das ferramentas da inteligência emocional. A empatia é a habilidade de reconhecer o que as outras pessoas estão sentindo e se colocar no lugar do outro.

Estar a frente da liderança é fundamental que não haja julgamentos, utilizando a empatia para reconhecer emoções e comunicar percepções. 

Um líder precisa ter isso aguçado, especialmente à distância. É uma habilidade fundamental nesse momento”, destaca Rogério. 

Comunicação

Precisa ser ativa e acontecer entre o emissor e o receptor, ou seja, a mensagem precisa ser transmitida de forma efetiva. 

A comunicação com a sua equipe precisa ser sintética, sucinta e direta. Que desafio, né? Muitas vezes o líder pensa que se comunica de forma objetiva, mas não é o que acontece na prática. Com colaboradores da equipe trabalhando de forma remota, a habilidade se comunicar precisa ser aprimorada. 

Aqui, a dica é saber se o interlocutor entendeu profundamente a mensagem. Uma forma simples de descobrir é emitir um comando e, em seguida, perguntar “você entendeu o que eu quis dizer?” para garantir e retomar pontos, caso necessário.

Foco e disciplina

Existe um “novo normal”, logo, há necessidade de novos hábitos e ritos. Nesse contexto, foco e disciplina são muito importantes. Sobre o momento vivenciado em virtude da pandemia do novo coronavírus, a dica de Rogério é “buscar entender o que posso controlar e assumir nessa situação para resolver essas questões. Ter espírito protagonista vai ser uma habilidade crucial nesse momento. Essa é uma das mais importantes nesse momento!”.

Dicas para gestão remota

  1. Infraestrutura

É preciso garantir a infraestrutura certa combinada as ferramentas certas. É importante que as interações, com as ferramentas, por exemplo, aconteçam da melhor forma possível, com instruções e padrão para uso, para que não haja dúvidas.

  1. Comportamento

O encontro no escritório não será tão frequente, portanto, procure estabelecer uma rotina de comunicação com e entre o grupo. Essa é uma das formas de engajá-los e promover mais confiança no time.

Outra dica é estar disponível e aberto como líder para atendê-los, estimulando esse comportamento para evitar que seja sempre você a procurá-los para dialogar.

Criar espaços para momentos de descontração, como “cafezinho” no escritório presencial também é uma forma de promover a conexão. Mesmo que o trabalho seja integralmente remoto, celebre os sucessos da empresa e momentos relevantes para o setor, como aniversários e datas comemorativas, para estimular a aproximação. 

  1. Não transmita insegurança ao seu time

O ambiente é novo para todo mundo, portanto, considere essa particularidade. Trata-se de uma outra realidade, em que, muitas vezes, o colaborador está convivendo em outros espaços e com outras pessoas, como familiares.

Gere confiança sobre o trabalho deles de forma leve, para não tornar a comunicação engessada. Tente reproduzir o que você fazia no ambiente não remoto.

  1. Gere conexão

Ouça os membros de maneira equânime e incentive a participação de todos. Lembre-se: o engajamento não precisa ser feito só pelo líder do setor. Envolva e solicite aos colegas que conectem os menos engajados.

Operação na gestão remota

Algumas práticas podem auxiliar na distribuição de tarefas e na comunicação efetiva com a equipe, ainda que todos estejam fisicamente distantes. 

  • Defina claramente o que precisa ser feito;
  • Estabeleça objetivos claros e mensuráveis;
  • Desenvolva planos de acompanhamento compartilhados;
  • Estabeleça um método de gestão do trabalho focado em entregas;
  • Faça um sumário do que foi acordado, registre e compartilhe;
  • Compartilhem um jornal semanal com highlights;

Na visão de Rogério, há dois erros fatais na gestão dos times. São eles: fazer correções de performance ou de conduta em grupo e a prática do micro-gerenciamento, que é quando o líder verifica cada atividade do colaborador de forma incisiva, transmitindo insegurança para o liderado. 

Insights do Esquenta TecnoUpdate

Nesta live o Rogério respondeu a diversas perguntas enviadas pelos usuários que estavam assistindo ao vivo. Você pode vê-las na íntegra assistindo a gravação da live disponível no nosso canal no YouTube. 

Destacamos aqui neste artigo duas falas do Rogério para perguntas: 

O que acha é momentâneo e vai passar?

“A função do líder é a mesma, as competências necessárias já existiam no cenário pré-pandemia e vão continuar existindo, mas há algumas habilidades que vão mudar ou se intensificar. (…) O trabalho não será sempre remoto, mas vai voltar em menor escala. Então, o líder precisa estar antenado e usando as competências mencionadas porque não vai conseguir estar perto de todos os indivíduos.”

Você comentou sobre a aceleração de fusões e aquisições. Como essa tendência pode afetar uma software pequena? 

“Qualquer fusão e aquisição gera um impacto nos negócios. A pior coisa é ficar na arquibancada, só assistir. Aqui, a gente precisa buscar protagonismo e entender o que isso pode gerar. Se dois concorrentes se unem, eles podem ser mais competitivos. É preciso entender as possíveis consequência de cada movimento. É preciso entender isso. Não é só assistir, mas buscar oportunidades. O que você, dentro da sua empresa, pode fazer com seus parceiros? Não precisa ser uma fusão ou aquisição, pode ser uma parceria (…). Essa é uma transformação do próximo milênio. Acredito profundamente que a velocidade das coisas vai exigir mais colaboração, você não vai conseguir fazer desenvolvimentos de todas as coisas para poder aumentar seu portfólio de soluções. E por que não se associar ou cooperar com alguém que já tem essa solução e que pode aumentar sua competitividade nos espaços que você atua, complementando o que você faz e o que o outro faz.” 

Prepara-se para o novo!

O tema da liderança é complexo e há sempre o que aprender, não é mesmo? Para conduzir o seu time é preciso estar bem informado e atualizado. Gestão e inovação serão alguns temas discutidos no TecnoUpdate 2020, um evento feito especialmente para empresários, gestores, analistas e desenvolvedores! 

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Formado em Comunicação em Multimeios. Analista de Marketing da TecnoSpeed, focado em produção de conteúdos para mídias digitais.

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