A Reforma Tributária transforma a forma como pagamentos e conciliação bancária são tratados. Entenda os impactos e como se adaptar.
A reforma tributária gera uma transformação profunda na forma como empresas processam pagamentos, registram transações e conciliam informações bancárias.
Para quem desenvolve ou gerencia software de gestão, isso não é apenas uma mudança regulatória distante. É uma oportunidade de repensar processos e oferecer soluções mais inteligentes aos clientes.
A pergunta central é: como a reforma tributária e conciliação bancária se conectam na prática e como as novas regras afetam os meios de pagamento?
Leia até o final para descobrir essas e outras respostas!
O que muda no setor financeiro com a Reforma Tributária?
A Reforma Tributária traz transformações significativas não apenas no âmbito fiscal, mas também no setor financeiro e de pagamentos.
Com a unificação de tributos como o IBS e a CBS, a forma de apuração e pagamento de impostos no Brasil está mudando profundamente. Essas alterações têm impacto direto sobre como as transações financeiras e a conciliação bancária devem ser realizadas pelas empresas.
1. Unificação de tributos e alterações na apuração de pagamentos
A Reforma Tributária unifica tributos como o IBS e a CBS, exigindo que as empresas atualizem seus sistemas de pagamento para calcular corretamente esses tributos. As software houses precisam adaptar seus sistemas de gestão de pagamentos e documentos fiscais para refletir essas mudanças.
2. Impactos no pagamento antecipado de tributos
Agora, as empresas devem recolher tributos como o IBS e a CBS antecipadamente, antes da entrega do produto ou serviço. Isso exige maior atenção na conciliação bancária, pois os pagamentos antecipados precisam ser registrados separadamente para os tributos.
3. Adoção de ferramentas de automação para a conciliação bancária
A automação é essencial para a conciliação bancária sob a nova Reforma. Ferramentas como APIs de conciliação bancária podem automatizar o processo de registro de transações e tributos, garantindo eficiência e reduzindo erros.
4. Mudanças nos processos de emissão de notas fiscais e pagamentos
As empresas agora precisam emitir Notas Fiscais de Débito (NFD) para registrar o pagamento antecipado de tributos. As software houses devem atualizar seus ERPs para garantir que a conciliação bancária esteja em conformidade com essas novas exigências fiscais.
Split Payment: o que é e como se relaciona com a Reforma Tributária e Conciliação Bancária?
O Split Payment é um sistema em que o valor total de uma transação é automaticamente dividido em três partes: uma para o pagador, outra para o fornecedor, e a última destinada ao recolhimento de tributos.
Essa divisão é feita diretamente na transação, garantindo que o IBS e a CBS sejam pagos de forma automática, sem a necessidade de cálculos manuais. O modelo já é usado em marketplaces, mas, com a Reforma Tributária, passará a ser obrigatório em todas as transações comerciais no Brasil.
A Reforma Tributária torna o Split Payment uma exigência para todas as transações comerciais, obrigando que os tributos sejam recolhidos no momento do pagamento, diretamente durante o processo de conciliação bancária. Esse novo modelo cria uma transação de três pontas:
- Débito na conta do pagador.
- Crédito na conta do fornecedor (valor líquido).
- Crédito na conta tributária vinculada ao fornecedor (para o pagamento de tributos).
Esse modelo transforma completamente o processo de conciliação bancária, que, agora, não pode mais ser realizado de forma simples, apenas conferindo os valores totais. Cada uma dessas “pontas” da transação precisa ser identificada, classificada e reconciliada individualmente.
Desafios e oportunidades do Split Payment
O split tributário exige que as instituições financeiras, como bancos e fintechs, repensem suas infraestruturas de pagamentos. O que antes era uma simples transação agora se torna um fluxo multi-destinatário, com múltiplas contas envolvidas no processo. Isso traz um novo nível de complexidade para a conciliação bancária, pois cada transação precisa ser separada e validada, com os tributos sendo pagos de maneira clara e auditável.
Para as software houses e gestores de TI, adaptar seus sistemas de gestão de pagamentos para refletir o Split Payment é essencial para garantir que a conciliação bancária esteja em conformidade com as exigências da Reforma Tributária. Isso também representa uma oportunidade para oferecer soluções mais automatizadas e eficientes, através de uma API pronta, reduzindo erros e agilizando o processo de apuração fiscal.
Impactos da Reforma Tributária na Conciliação Bancária
Com as novas regras da Reforma Tributária, especialmente as relacionadas à apuração do IBS e CBS, a integração de sistemas e automatização de processos se torna ainda mais crucial para garantir que os tributos sejam corretamente calculados e pagos na conciliação bancária.
Uma das mudanças mais impactantes da Reforma Tributária é a obrigatoriedade do pagamento antecipado de tributos, como o IBS e CBS. O pagamento antecipado exige que as empresas emitam uma nota fiscal de débito, um procedimento que exige mais controle sobre as transações realizadas.
Isso significa que, ao conciliar os pagamentos, será necessário um sistema que consiga identificar e lançar automaticamente os valores pagos com os tributos correspondentes, evitando o risco de erro humano na hora de apurar os tributos. Para software houses que fornecem ERPs, a integração com as soluções de conciliação bancária é uma necessidade urgente.
Prepare seu sistema financeiro para a Reforma Tributária e Conciliação Bancária
Com mecanismos como split payment, pagamento antecipado de tributos e maior integração entre documento fiscal, pagamento e recolhimento, a conciliação se torna um ponto crítico de compliance, controle e governança financeira.
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