Cupom Fiscal Eletrônico: Entenda como funciona o fluxo de emissão

Você tem dificuldades na emissão de Cupom fiscal Eletrônico?  Então confira o nossa artigo que explica tudo o que você precisa saber sobre esse processo!


O Cupom Fiscal Eletrônico é um tipo de documento fiscal que trouxe muita facilidade para os comerciantes, que antes precisavam emitir os documentos a partir de uma impressora específica. Em São Paulo, essa evolução ganhou reforço com a criação do Sistema Autenticador e Transmissor de Cupom Fiscal Eletrônico, também conhecido pela sigla CFe SAT.

Porém, muitas pessoas confundem o CFe SAT com outras ferramentas, como o ECF e a NFC-e. Se você quer entender melhor os benefícios dessa ferramenta para o seu sistema financeiro, é importante entender os principais conceitos.

Neste artigo, vamos ajudar a entender essas diferenças, bem como a função do CFe SAT e como é o fluxo de emissão do Cupom Fiscal Eletrônico. Acompanhe a seguir.

O que é CFe SAT?

O Sistema Autenticador e Transmissor de Cupom Fiscal Eletrônico é um equipamento homologado pelo Fisco que é utilizado durante a emissão de cupons fiscais de forma digital. Criado para atender especificamente os negócios no estado de São Paulo, a ferramenta opera desde novembro de 2014.

A ideia é permitir a documentação eletrônica de operações e arquivos dos varejistas no estado de origem. O CFe SAT serve para fazer a autenticação dos documentos e transmiti-los automaticamente para o sistema da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz/SP), de uma forma mais segura.

Dessa forma, o comerciante não precisa formatar os arquivos e conta com um fluxo de emissão de cupons muito mais simples, já que o modelo funciona automaticamente. É um fator que contribui na dispensa do uso de uma conexão ininterrupta com a internet. A transmissão pode ser feita periodicamente no final do dia, por exemplo, quando só então será necessário o acesso à rede.

As lojas que funcionam com várias filiais encontram mais vantagem no CFe SAT, já que ele pode atender várias unidades em funcionamento. Por isso, muitos varejistas de São Paulo que atendem todo o Brasil têm adotado esse modelo nos seus negócios.

Qual é a diferença entre CFe SAT, ECF e NFC-e?

Se o CFe SAT trabalha com a emissão de Cupom Fiscal Eletrônico, afinal, qual é a diferença entre esse sistema, o Emissor de Cupom Fiscal (ECF) e a Nota Fiscal Eletrônica (NFC-e)?

Esses conceitos podem confundir, porque têm funções parecidas e, ainda por cima, alguns ainda são relativamente novos. Porém, basta entender como eles se aplicam a uma gestão financeira que as definições ficam mais claras.

De modo geral, todos estão relacionados aos documentos fiscais e tributários de um negócio. Esses devem ser armazenados por pelo menos 5 anos e, dessa forma, sistemas que permitem centralizá-los em um único ambiente facilitam o processo.

É nesse contexto que entra o CFe SAT, que permite automatizar várias tarefas. Esse modelo é, na verdade, uma alternativa ao ECF. A principal diferença entre eles é na forma como são usados. Enquanto o CFe SAT opera exclusivamente de modo digital, o ECF imprime os documentos fisicamente, por meio de uma impressora específica que aumenta o custo de operação.

O ECF também tem seu próprio certificado para validar os cupons fiscais impressos. Porém, proporciona uma baixa segurança fiscal, já que não utiliza certificado digital para gerar, autenticar e transmitir os cupons para o Fisco.

Dessa forma, abriu espaço para que as empresas começassem a substituí-lo pelo CFe SAT e pela NFC-e, que dispensam a impressora na validação.

A NFC-e é um documento eletrônico que elimina a necessidade de nota fiscal ao consumidor no modelo 2 e o cupom fiscal. O intuito é informatizar a emissão dos documentos realizando a comunicação com a Sefaz, permitindo que o cliente possa consultar suas compras posteriormente.

Enquanto o CFe SAT tem um alcance considerável no Estado de São Paulo, a NFC-e ganha mais adesão no restante do Brasil, como em Santa Catarina. Entretanto, outros Estados têm seus próprios modelos de equipamentos para emissão do Cupom Fiscal Eletrônico. O Ceará, por exemplo, utiliza o MFe.

Como funciona o fluxo de emissão de um cupom fiscal eletrônico?

O fluxo de emissão do cupom fiscal eletrônico começa a partir de quando o sistema fornece os dados, gerando, validando e enviando o arquivo XML para o CFe SAT.

Na sequência, o sistema autenticador se comunica com a Sefaz para a autorização dos documentos, respeitando a periodicidade do envio estabelecida. Com o retorno do XML, é gerado o PDF do cupom. O fluxo termina no cliente recebendo por e-mail o XML autorizado junto com o PDF do cupom.

Confira o caminho ilustrado na imagem:

fluxo de emissão de um cupom fiscal eletrônico

fluxo de emissão de um cupom fiscal eletrônico

Conheça o CFe TecnoSpeed

O fluxo ilustrado acima representa os caminhos seguidos no processo de emissão do Cupom Fiscal Eletrônico do CFe TecnoSpeed. A nossa solução foi desenvolvida pensando especificamente em quem utiliza o CFe SAT, trazendo várias vantagens para o sistema ERP.

Entre elas, vale ressaltar que o CFe TecnoSpeed é compatível não só com os equipamentos dos projetos SAT como também com os equipamentos de MFe no Ceará. Com isso, atinge um núcleo maior de empresas varejistas.

Outra vantagem é que as modificações fiscais ficam sempre atualizadas, pois acompanhamos a legislação vigente para manter a solução em dia — inclusive o processo de criação da Lei Geral de Proteção de Dados.

Nossos clientes contam ainda com um processo de validação de qualidade superior ao esquema realizado pelos equipamentos SAT e MFe, reforçado pela geração do XML por meio de arquivo de texto, dataset ou HTTP, bem como geração automática de QR Code.

Como integrar o CFe TecnoSpeed no seu software?

A integração do CFe TecnoSpeed ao seu software pode ser feita de duas formas: por componente ou por HTTP. A escolha depende dos recursos utilizados, já que alguns deles facilitam uma ou outra opção.

A integração via Componente é recomendada para quem consome OCX, BPL ou TLB e quer manter o fluxo do CFe dentro do próprio ambiente. A implementação é feita a partir de uma biblioteca DLL que contém os métodos necessários para a emissão do Cupom Fiscal Eletrônico.

Para isso, é preciso instanciar o CFe no projeto, implementar chamadas para cada método e configurá-los conforme a necessidade.

Já a integração via HTTP utiliza um plugin local para gerenciar e executar os processos de emissão dos cupons fiscais. A utilização pede que os parâmetros para preenchimento do XML sejam estabelecidos a partir de requisições HTTP ou arquivo de texto.

Formado em Marketing. Redator do Grupo TecnoSpeed. Escreve artigos e conteúdos para TecnoSpeed DF-e, Certificados Digitais e WiFire.

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