Boleto bancário: tudo que você precisa saber

Entenda tudo sobre boleto bancário, uma forma eficiente de cobrança e um dos meios de pagamento mais utilizados pelos brasileiros.


Velho conhecido dos brasileiros, o boleto bancário surgiu na década de 1990 com o objetivo de trazer comodidade às transações comerciais.

Além disso, ele também é uma alternativa para empresários que temem tentativas de fraude, muito comuns no cartão de crédito.

E embora possa ser gerado por pessoas físicas, ele é mais utilizado pelas empresas. Principalmente devido à credibilidade que transmite por meio das informações contidas em seu documento.

Assim, com o boleto bancário é mais fácil oferecer descontos e atrair novos clientes, uma vez que seu processo é bastante transparente.

Dúvidas sobre suas regras e funcionamento? Então, use o sumário abaixo e aprenda tudo sobre esse meio de pagamento.

O que é boleto bancário?

O boleto bancário é um tipo de documento de cobrança, físico ou virtual, pagável em qualquer instituição conveniada, até a data de vencimento.

Em algumas situações, entretanto, ele pode ser quitado após o prazo estipulado, com correções – juros e multas – que variam de acordo com cada empreendimento.

Ele é composto por informações específicas, definidas pela FEBRABAN, que fazem com que os valores pagos cheguem ao cedente. Mas como não existe um padrão obrigatório, esse é um dos aspectos que mais atormentam o desenvolvedor que deseja implementar esse módulo em sua solução.

Quem é a FEBRABAN?

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FEBRABAN é a Federação Brasileira de Bancos, uma entidade fundada em novembro de 1967.

Ela representa os interesses dos bancos brasileiros, assim como de seus associados, em todas as instâncias do poder público – executivo, legislativo e judiciário – visando o aperfeiçoamento do sistema normativo.

Seu compromisso é fortalecer o sistema financeiro e suas relações com a sociedade, contribuindo para o desenvolvimento econômico e socioambiental do país.

Além disso, seus esforços são direcionados para viabilizar o acesso da população a produtos e serviços financeiros.

Entenda os campos do boleto bancário


Assim como em outros documentos de cobrança, o boleto bancário é composto por campos obrigatórios que facilitam sua identificação e pagamento. Essa estrutura, portanto, é padronizada pela FEBRABAN, sendo duas as suas partes principais:

Recibo do sacado

O recibo do sacado é a parte do boleto bancário que fica com o pagador depois de efetuado o pagamento, servindo como comprovante. Ele pode estar em qualquer formato, desde que contenha os seguintes dados obrigatórios:

Cedente

Também conhecido como beneficiário, o cedente do boleto bancário é aquele que emite a cobrança, ou seja, que receberá o pagamento. Ele pode ser tanto uma pessoa física quanto jurídica, sendo geralmente a empresa que vendeu o produto ou prestou o serviço.

Sacado

Também conhecido como pagador, o sacado é a pessoa para quem o boleto bancário foi emitido. Isto é, o cliente que contratou algum produto ou serviço e precisa pagar por ele. Assim, este campo é preenchido com suas informações completas, como nome, CPF ou CNPJ e endereço.

Agência ou código do cedente

Este é um campo variável, isso porque cada banco apresenta um padrão. Mas geralmente é composto pelo número da carteira, agência, conta e dígito.

O número da agência varia entre três e quatro números, enquanto o código do cedente entre seis e 12, tudo depende da carteira de emissão.

Valor do boleto bancário

Campo obrigatório em que consta o valor do documento a ser pago pelo sacado antes da data de vencimento.

Ele deve ser apresentado sempre na moeda corrente – o real, no caso – trazendo duas casas decimais e uma vírgula como separador decimal.

Vencimento

Data limite para o pagamento do boleto bancário.

Antes das novas regras da FEBRABAN, os clientes só podiam pagar os títulos vencidos nas agências da própria instituição financeira emissora.

Hoje, eles podem ser quitados em qualquer instituição conveniada – com correções, como multas e juros.

Para evitar o aumento da inadimplência, as notificações de vencimento estimulam o pagamento.

Nosso número

Essa é uma espécie de identidade do boleto bancário, isso porque eles nunca terão o mesmo número de identificação – não pode haver duplicidades.

Na maioria das vezes, os bancos fornecem uma faixa de números que o cliente pode trabalhar, mas existem casos em que eles deixam à critério do cliente.

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Ficha de compensação


É a segunda parte que compõe o boleto bancário.

A ficha de compensação fica com o banco quando o título é pago, para que seja encaminhada para a compensação bancária. Deve ter uma altura mínima de 95 mm e máxima de 108 mm, com largura mínima de 210 mm (papel A4) e máxima de 216 mm (papel carta).

Entre suas especificações gerais, encontramos:

Parte superior – da esquerda para a direita

  • Nome do banco ou seu logotipo;
  • Código de compensação do banco e seu dígito verificador, separados por um traço e ambos em negrito, com caracteres  de 5 mm e traços/fios de 1,2 mm;
  • Representação numérica do código de barras (linha digitável – para pagamentos via internet ou quando o código de barras está danificado), com dimensões de 3,5 mm a 4 mm e traços/fios de 0,3 mm, distribuídos em cinco campos, separados por espaço equivalente a um caractere.  

Quadro de impressão

  • Local de pagamento;
  • Data de vencimento;
  • Cedente;
  • Agência ou código do cedente;
  • Data do processamento;
  • Nosso número;
  • Valor do documento;
  • Sacado (nome e endereço completo).

Parte inferior – da esquerda para a direita

  • Código de barras, que no total é composto por 44 dígitos numéricos que representam o valor, vencimento, entre outras informações do boleto. A distância mínima entre a margem inferior e o centro do código de barras deve ser de 12 mm, sua altura deve ter 13 mm e largura de 103 mm. A zona de silêncio – espaço entre a margem esquerda do boleto e o início da impressão do código de barras – deve ser de 5 mm;
  • Campo destinado à autenticação mecânica, que deve constar a expressão “Autenticação Mecânica/Ficha de Compensação”, com dimensão de 2 mm e traços de 0,3 mm.


Dessa forma, a ficha de compensação deve ser impressa na parte inferior do boleto bancário, evitando que seja destacada no local errado e assim, comprometa as dimensões estabelecidas para a captura das informações ou que se inutilize o código de barras.

Como funciona um boleto bancário?

O boleto bancário é um meio de pagamento exclusivo do Brasil e funciona muito bem em qualquer segmento de mercado.

Para gerá-lo, basta habilitar uma conta corrente em um banco e possuir uma carteira de cobrança vinculada a essa instituição financeira.

A partir disso, o cedente pode enviar o boleto para o sacado, sendo que sua emissão pode ser feita pelo banco ou por meio de softwares próprios para isso.

Quando o banco recebe o pagamento, credita o dinheiro na conta do cedente dentro do período de compensação estabelecido em contrato.

Como emitir boleto bancário?


Embora pareça complicado, hoje a tecnologia disponibiliza um leque de opções para emitir boleto bancário de forma descomplicada.

Para escolher a melhor forma de emissão, entretanto, é preciso que o cedente se atente não apenas às facilidades, mas também à segurança de todo o processo.

Internet Banking

Com o Internet Banking, o cedente consegue realizar diversas transações bancárias, inclusive a emissão de boletos.

O passo a passo varia de banco para banco, mas os dados necessários costumam ser os mesmos – cedente, sacado, vencimento, valor do título e orientações sobre juros e multas.

Apesar disso, como seu preenchimento é manual, ele não é considerado a melhor opção para clientes com um alto volume de vendas, isto é, com uma grande quantidade de emissão. Neste caso, é mais indicado para negócios que emitam eventualmente.

ERP de cobrança

Mesmo com as tecnologias disponíveis atualmente, usar boleto bancário ainda é uma tarefa lenta e cansativa, principalmente quando o upload de remessas é feito manualmente.

Assim, os ERPs de cobrança agilizam o recebimento, uma vez que já estão integrados a inúmeras instituições financeiras.

Os processos manuais são substituídos por transmissões automáticas com menos possibilidade de erros, facilitando a gestão do negócio.

Tipos de boleto bancário


Seja qual for o modelo de boleto bancário utilizado pelo cedente, todos apresentam as informações necessárias para a realização da transação financeira.

Entre os principais tipos, destacamos:

Boleto avulso

O boleto bancário do tipo avulso é recomendado para vendas não recorrentes, ou seja, sem frequência de pagamentos. Dessa forma, sua cobrança é única, sendo um modelo ideal para compras realizadas à vista.

Boleto em forma de carnê


Indicado para vendas parceladas. Uma das vantagens do boleto em forma de carnê é que ele pode ser entregue de uma vez só, tornando a transação ainda mais prática para o cedente, e para o sacado também.

Fim do boleto sem registro

Independente do tipo de boleto bancário escolhido, com as novas regras da FEBRABAN eles não podem mais ser emitidos sem registro.

Isso porque nessa modalidade as informações sobre o comprador não eram repassadas para o banco, abrindo brechas para golpes.

Assim, toda vez que uma nova venda era efetuada e recebida, era preciso conferir manualmente o preço lançado e o prazo do pagamento para ter certeza de que a emissão do boleto bancário foi realizada com todos os dados corretos, sem tentativa de fraude.

Então, para evitar esses prejuízos, a FEBRABAN criou a Nova Plataforma de Cobrança. E com ela veio a obrigatoriedade do boleto registrado, que garante que as informações sejam enviadas ao banco para uma conferência automática dos dados, efetivando apenas se as informações forem compatíveis.

Vantagens do boleto registrado

Mesmo com a popularização dos cartões de crédito e débito, o boleto bancário ainda é um dos meios de pagamento mais atrativos e utilizados pelos consumidores.

E é considerando isso que a FEBRABAN buscou uma alternativa para trazer mais segurança aos clientes que usam esse tipo de serviço.

Em sua modalidade registrada, o boleto apresenta inúmeros benefícios como, por exemplo:

  • Maior controle por parte do banco, que acompanha de perto as operações – desde a emissão até sua quitação, diminuindo o risco de fraudes;
  • Mais segurança para quem usa, isso porque agora o boleto registrado serve como um documento oficial para procedimentos realizados em cartório;
  • Possibilidade de quitar boletos vencidos em qualquer instituição conveniada, independente de quem for o emissor do boleto;
  • Evitar pagamentos duplos, uma vez que como é registrado, o sistema emite um alerta para impedir o pagamento duplo.

Taxas e tarifas do boleto bancário

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A TEC – Tarifa de Emissão do Carnê/Boleto – varia de banco para banco, mas custa entre R$1,00 e R$10,00.

Algumas instituições bancárias também cobram pela alteração, liquidação e cancelamento do boleto bancário, sendo importante negociar com o gerente tarifas melhores.

As taxas de boleto bancário, entretanto, não podem ser repassadas ao cliente. Isso porque essa prática é considerada ilegal pelo Código de Defesa do Consumidor.

Quem desrespeitar fica sujeito à multas, além de demonstrar o quanto sua empresa age de má-fé, manchando sua credibilidade.

Como pagar boleto bancário?


De maneira geral, todas as contas que recebemos chegam em forma de boleto bancário – com raras exceções.

E por mais que o pagamento pareça complicado, o procedimento é bastante simples, uma vez que pode ser feito em inúmeros lugares, de acordo com a preferência do cliente.

Casa lotérica

Quando não especificado uma instituição, o pagamento do boleto bancário pode ser feito em qualquer casa lotérica.

Essa é uma opção muito utilizada por aqueles que não possuem uma conta em banco, bastando se dirigir até o guichê com o documento de cobrança impresso e o dinheiro em mãos.

Entre os pagamentos que podem ser realizados, temos:

  • Contas de água, luz, telefone e tributos – até R$2.000,00 em dinheiro;
  • Boletos CAIXA – até R$2.000,00 em dinheiro ou até R$1.000,00 em cheque;
  • Boletos de outros bancos – até R$700,00 em dinheiro;
  • Prestação habitacional – até R$2.000,00 em dinheiro ou cheque;
  • FGTS-GRF/GRF/GRDE com código de barras – até R$2.000,00 em dinheiro;

  • Contribuição sindical com código de barras – até R$2.000,00 em dinheiro ou até R$1.000,00 em cheque;
  • Cartão de crédito CAIXA e contas sem fatura de água, luz e telefone em locais conveniados – até R$2.000,00 em dinheiro ou cheque.

Caixa eletrônico

Opção apenas para correntistas.

Para pagar boleto bancário no caixa eletrônico, tenha ele em mãos junto com o cartão do banco. Em seguida, selecione a opção “Pagamentos” e o tipo de documento a ser pago.

Feito isso, posicione o código de barras no local e momento em que for solicitado ou digite manualmente seu código. Defina uma data para o pagamento, confirme a operação e aguarde a impressão do comprovante.

Entre os pagamentos que podem ser realizados no caixa eletrônico, temos:

  • Boletos de valores altos – acima de R$700,00, uma vez que esse é o valor máximo recebido pelas casas lotéricas;
  • Entretanto, cada banco apresentará um valor limite para pagamentos de boleto em caixa eletrônico.

Internet ou aplicativo

Todos os bancos possuem páginas na internet ou aplicativos para o pagamento de contas, sem precisar sair de casa e enfrentar filas desgastantes.

Para isso, é preciso solicitar a criação de uma senha online e instalar as medidas de segurança solicitadas pelo banco  – para realizar a operação sem riscos.

A partir daqui, o procedimento é semelhante ao do caixa eletrônico.

Digite a agência, a conta e a senha solicitada – que é diferente da sua usual do banco.

Na opção “Pagamentos”, especifique o tipo de documento a ser pago, faça a leitura ou forneça o código de barras e defina uma data para o pagamento. Confirme a operação e salve seu comprovante.

Como gerenciar a emissão de boletos bancários?

Ter seu próprio negócio é um sonho para a maioria dos empreendedores, mas gerenciar contas a receber sem as soluções adequadas pode ser desafiante.

Dessa forma, automatizar as atividades da sua empresa com o auxílio de softwares de gestão pode ser determinante para acompanhar de perto seu fluxo de caixa.

Assim, essas plataformas reúnem as contas de diferentes bancos em um único lugar, permitindo que se confira de perto a situação dos clientes que estão em débito.

Essa atitude, por sua vez, diminui as taxas de inadimplência, liberando de possíveis surpresas na contabilidade da sua empresa.

Implementar boleto bancário no meu software


Se implementar um módulo de boleto bancário dentro do seu ERP parece uma tarefa complicada, uma API pode resolver esse problema.

Isso porque elas economizam tempo e dinheiro, além de reduzir significamente os esforços da sua equipe de programação.

O que é uma API?

API é uma abreviação para Interface de Programação de Aplicação, ou seja, uma ferramenta que facilita a integração de sistemas com diferentes linguagens de programação.

Conheça o PlugBoleto

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Seja via API ou DLL, o PlugBoleto é uma API de boleto bancário que pode ser integrada de forma rápida ao módulo de cobrança da sua aplicação.

Com ela, você não paga pela emissão dos boletos registrados, mas pelo volume de boletos emitidos ou pelo número de cedentes, isto é, tudo de acordo com suas necessidades.

Nossa integração é feita por meio de rotas, ou seja, utilizamos uma URL e por meio dela, trocamos informações para a emissão dos boletos bancários.

Para isso, basta um cadastro do cedente em nossa GUI, adicionando dados como conta e convênio utilizados.

Vantagens do boleto bancário com integração via API

Além da facilidade de implementação, as vantagens também refletem na produtividade da sua equipe de desenvolvedores.

Isso porque o tempo gasto com desenvolvimento, supervisão e implantação de correções é otimizado pela nossa aplicação do PlugBoleto, que já entrega tudo pronto.

Nossa equipe de suporte também trabalha continuamente para que a API permaneça funcionando em conformidade com os outros sistemas, de acordo com o previsto.

Por isso, mantemos nosso módulo de boleto atualizado para que, quem já integrava, continue integrando com a gente, sem a necessidade de mudanças.

Agora ficou fácil, não é mesmo?

Formada em Comunicação e Multimeios e pós-graduanda em Marketing, Criatividade e Inovação. Redatora do Grupo TecnoSpeed. Escreve artigos e conteúdos para a TecnoSpeed Fintech e para o PlugMobile.

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